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Nem Primavera, nem andorinha!

Evazivos numa flecha preta
cortando todo o ar.
ardendo em veneno ela entra,
me abraça e me beija perante o mar.

Um dia,
uma noite,
capas pretas,
nua, ardia,
uivando serenas,
um veneno sem covardia...

Segredos não,
Mistério, também não.
Eu já sabia,
A morte era lenta,
mas eu não via.

E lá do alto,
A visão a dois...
Mas o grande salto
foi chorar depois...

Lágrimas??
Sentidos??
Puro veneno.
Sem lástimas,
Arguidos,
Eu entendo...

Mas nesse agoiro,
ansioso na vitória,
Achei um goivo,
Lindo e resplandecia a glória.

Num sumpto momento
visaste a mim...
e num súbito lamento,
Não tocou o clarim.

Nem vinde a mim,
Nem vinde a vós.
que finde enfim
Não existiu, nós!

Neste progne,
Nem primavera,
nem andorinha,
uma vela,
solitária se apagaria...

By Fourmig4
Fourmiga
Enviado por Fourmiga em 27/09/2007
Código do texto: T670567

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Sobre o autor
Fourmiga
Itajaí - Santa Catarina - Brasil, 34 anos
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