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Madrugada insone

É madrugada,
Estou só.

A casa parece ficar maior,
O silêncio é barulhento,
Incomoda.
Vou à janela,
Apenas para constatar
O que já sei:
Que a rua está deserta.

Que é madrugada,
Estou só.

De pé, diante de mim,
Como que a me fitar,
Está minha viola.
Companheira fiel.
Tento tocá-la,
Tento, apenas.
Nem uma nota obtenho.

Pois é madrugada,
Estou só,

Em seu lar você já se recolheu,
Acabamos de nos falar.
Conversamos e rimos,
Nos prometemos,
Nos demos um ao outro.
Mudamos o mundo,
Fizemos história.

Mas é madrugada
E ainda estou só.

Me lembro de você,
De sua ternura,
Seu gosto me volta à boca.
Fecho os olhos insones
E vejo você ao meu lado.
Sua lembrança me invade.
Estou vivo.

Que seja madrugada.
Não estou mais só.

Júlio Marques
Enviado por Júlio Marques em 12/10/2007
Reeditado em 13/11/2012
Código do texto: T690814
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Júlio Marques
Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil, 63 anos
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Júlio Marques