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SAUDADE – recortes de uma vida


A saudade é um termômetro
Um vínculo com o passado
Tendo lá suas nuanças...

Escrevo o que me “dá na telha”
Uma centelha
partícula incandescida
faísca luminosa

Assim é a palavra
Assim é a saudade...

Nunca senti saudade do que não fiz
· não matei
· não roubei
· não deixei de amar
· não deixei de expressar minhas alegrias, tristezas, amor
· não me fiz de “rogada’ diante de um desafio
· não penso em sacanear o outro
· não maltratei quem me maltratou
· não fui má orientadora de meus alunos
· não fui má conselheira quando me pediam conselhos
· não omiti minha dor, nem o prazer – sentimentos profundos.

Chorei por amor – sinto saudade
Por desatino – não sinto saudade
Por alegria – sinto saudade
Por tristeza – não sinto saudade
Por terem me enganado - não senti ódio, senti nada.
Quem engana é nada - é nada.

Estranha forma de compor versos essa, dirão alguns.
Que nada!
É o pensamento voando por eiras e beiras...

Prazer em soltar o verbo
Escrever – catarse da alma...
E creiam quem quiser.

Importa o prazer em digitar
Meio mais moderno apenas
Fascínio maior - uma idéia, um lápis, um papel

Ah!... saudade é o tema...
Mas lápis e papel não é saudade?
É sim, direi (ou dirão) - uma saudade presente.
Ah, então não é saudade... é realização.
Zete
Enviado por Zete em 15/10/2007
Reeditado em 15/10/2007
Código do texto: T695392

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Sobre a autora
Zete
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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