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Madrugada

Procuro nas coisas dóceis um pouco que resta de ti
Uma pitada de inocência dos tempos que já lá vão.
Fico aqui de olhos semicerrados,
 Relembrando retalhos de memórias
Quando ainda eras a presença fulcral.
Procuro nas palavras escritas
Um pouco dos sentimentos outrora vividos
Uma explicação,
Várias explicações para que eu entenda a tua perda.
Esta madrugada gelada mas menos fria do que tu
Adormeci na tristeza e na saudade do antigamente…
O mundo dá muitas voltas
A mudança é obrigatória
E o planeta não é quadrado, é redondo
Como um ciclo vicioso que não termina nunca.
Falta-lhe vértices, ângulos, fins e começos.
E é através deste momento
Que me recordo do pior e do melhor de ti,
E prefiro reflectir no lado mais selvagem,
Porque desta forma a dor diminui,
Reduzindo-te a um coração perdido no limbo,
Frio,
Gélido,
Mais do que esta madrugada que passou.
Pois estou só, e nem estas mantas me aquecem
Como os teus braços outrora o fizeram.
 
Joana Sousa Freitas
Enviado por Joana Sousa Freitas em 13/11/2005
Código do texto: T70943
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Sobre a autora
Joana Sousa Freitas
Portugal, 40 anos
118 textos (7239 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 14:11)
Joana Sousa Freitas