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JOVEM GUARDA - ANOS 60 - Participando 
da ciranda do mesmo nome.
ternura@secrel.com.br
"JOVEM GUARDA"
- ANOS 60 -

Minha linda adolescência
Vivida na Jovem guarda
nas jovens tardes dançantes
de domingos namorantes...
saudades no peito embarga...

O meu rei Roberto Carlos
me arrepiava a pele
com aquela voz pequena
mas melosa, toda plena
da ternura própria, dele...

Vanderley e Vanderléa,
Erasmo Carlos, Martinha,
Valdirene, Rita Lee e rosymere,
Simonal e as gatinhas,
Leno e Lílian e Silvinha...

Mais Renato e seus Blue Caps
Golden Boys e a Cidinha
Demétrius, Jerri Adriani
faziam parte da festa
de arromba toda noitinha...

Mas são tantos os detalhes
são emoções que vivi
dos namoros escondidos
na pracinha e nos ouvidos
aos frases de amor que ouvi

Pintava os olhos de preto,
caracol nos meus cabelos
um jeans bem apertadinho
com ilhoses enfeitadinho
miçangas nos tornozelos

Ai, meus vestidos godês,
minhas calças pescador,
o meu short bem curtinho
prá provocar, de mansinho
o Dom Juan sedutor...

E nas altas madrugadas,
nunca faltavam serestas,
com bandolins e violões
balançando corações
sob uma lua inquieta...

Mudanças que nos cercavam
por todo lado do mundo
quase não nos afetavam...
os rocks nos embalavam
como em êxtases profundos...

Já as músicas românticas
recados subentendidos
diretos pro coração
despertavam a emoção
de um amor escondido

Foi a época dos beijos
medrosamente trocados
em cantinhos escurinhos
dos cinemas, com cuidado,
com os primeiros namorados...

Dos sonhos de toda vida
construídos de esperança,
liberdade sexual
que já não víamos mal
ter o prazer numa transa...

Mas era só por amor,
que de outro jeito não dava,
mesmo com a pílula surgindo
muitas gente denegrindo
a liberdade que nos dava...

Fiéis eram os amigos,
nunca nos abandonaram
à beira de um caminho
chorando o pranto, sozinhos...
conosco sempre ficavam...

Íamos aos festivais,
pelos ídolos torcer
mas meu Deus, que coisas louca
injustiça não era pouca
e os víamos perder...

Saíamos no fusquinha
pra dançar, curtir a vida,
ouvir Bethânia e Chico,
Vinícius, sempre tão rico
na poesia e na batida

Do sambinha que alegrava,
que em romance enlevava
pelas altas madrugadas...
e então prá completar
começávamos cantar!!

Esquecer é impossível,
minha época dourada!
À ela devo o que sou
viví - a inteira, mudou
toda a regra pré - criada.

Arianne Evans
Enviado por Arianne Evans em 28/11/2005
Reeditado em 28/11/2005
Código do texto: T77443
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Sobre a autora
Arianne Evans
Curitiba - Paraná - Brasil, 66 anos
695 textos (57318 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 04:25)
Arianne Evans