CapaCadastroTextosÁudiosAutoresMuralEscrivaninhaAjuda



Texto

O NAMORO DE ANTIGAMENTE

     
     O namoro de antigamente,
     Perdoem-me os que atualmente,
     São seres adolescentes,
     Mas era muito mais eloqüente.

     Precedido pelo flerte, vou explicar,
     É a paquera de hoje, tipo vestibular,
     Um teste difícil de passar,
     Se um ao outro não aprovar.

     Depois desta fase de especulação,
     Acontecia o namoro e a paixão,
     Encontros esparsos, em segredo,
     Pois a exposição metia medo.

     Depois de um tempo passado,
     Receio de serem flagrados...
     Nem se pegava na mão,
     Apesar da grande intenção.

     Após este acontecimento,
     O desejo, no momento,
     Era tentar um carinho
     E em seguida, um beijinho.

     A garota, que se derretia,
     Com todo o pudor, resistia,
     Era uma coisa normal
     Adiar um ato mais sensual.

     O garoto, tentava com insistência,
     Até que um dia, como clemência,
     Ela concede o esperado beijinho,
     Que não passava de um " selinho ".

     O primeiro grande beijo sonhado,
     Como nos filmes, apresentado,
     Acontecia muito tempo depois,
     Para o deleite dos dois.

     E o rapaz, mais assanhado,
     Tentava coisas mais quentes,
     Mas tudo era negado,
     Da forma mais veemente.

      Depois de um ano de pleito,
      O máximo alcançado,
      Uma apertadinha nos peitos,
      Deixando ambos tarados.

      E os namoros duradouros,
      Naqueles anos de ouro,
      Tinham a mesma duração,
      Dos cursos de especialização.

      Aí é que vinha o noivado,
      Prova de fogo ao garoto,
      Tinha que ser aprovado,
      E o velho, com o nariz torto...

      Queria saber de tudo,
      Verdadeira sabatina,
      O homem sempre sisudo,
      Severo pai da menina.

      Tinha que haver economias,
      E saber a profissão,
      Dispensava mordomias,
      Mas a ela, tudo de bom.

      Finalmente o casamento,
      A noiva virgem de branco véu,
      E o sonhado " rompimento ",
      Exclusivo na Lua-de-Mel.

     E, para terminar,
     Caros jovens do presente,
     Ninguém " ficava " por ficar,
     Mas se ficava para sempre.

     Auro.






   
 












 

 
   
 
Auro
Enviado por Auro em 15/03/2008
Código do texto: T901558

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

Comentários

Sobre o autor
Auro
Mirassol - São Paulo - Brasil, 69 anos
366 textos (24651 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/04/14 08:57)