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Flores Frias

Então vieram as lágrimas.
Depois de um silêncio que parecia particularmente eterno
As vozes se perderam roucas
Os sorrisos se esconderam em lábios tristes
Nada podia transpor a exatidão daquele momento
Nem mesmo as flores que presentearam tua manhã fria de julho.

Entre todos os pensamentos vagos que ocorrem
A única sensação concreta, palpável
É a essência do teu sabor
E fica difícil aceitar o quanto sinto sua falta
Como se meu corpo fosse perdendo a noção de ser
Como se minha alma estivesse perdendo todo substrato.

Sentado em pedras mundo afora
Imerso em minha solidão peculiar
Reconheço a falta de vida que se abateu em meu corpo são
Graças a um amor que fazia a vida rodar em perfeita simetria
E que agora cavalga a milhões de léguas do meu abraço
Como se fosse inatingível para meu querer.

As lágrimas não me abandonam o passo
Um vento em alta velocidade rasga os pensamentos
E deixa uma brisa baixa de neblina para acalmar os ânimos
Sobre meus olhos, apenas o que sobrou de um sonho
Um calmo e magnífico desejar que se enfraqueceu
Aos poucos, nos cantos de uma alma triste.
Donato Campos Dias Aguiar
Enviado por Donato Campos Dias Aguiar em 28/01/2006
Código do texto: T104877

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Sobre o autor
Donato Campos Dias Aguiar
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Donato Campos Dias Aguiar