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Desfiladeiro

Pra que ser feliz?
Se você pode ser triste o tempo todo
Pra que se apegar a valores que nem lhe pertencem
Pra tornar mais suportável a podridão humana?

Na verdade, todos são pobres-diabos
Só que uns tem plena consciência,
enquanto outros fazem eternas juras de amor pra provar seu valor

Estou intacto como os mares nunca desbravados antes
Estou devastado como as entranhas de uma prostituta
Me sinto incômodo?
Óbvio que sim, quem não se sentiria?

Abandonado até pelos meus princípios (eles não me escutam)
Evoco explicações à minha alma (ela não responde)
Me escondo em subterfúgios
Não há em mim lugar preenchido

Migalhas do meu espírito se evolam no ar (não me as deixa tocar)
E eu? Não existe mais eu
Só um monte de coisas etéreas de mim
Me misturo à fumaça pra nunca mais ser visto
existencialista
Enviado por existencialista em 12/02/2006
Reeditado em 24/11/2014
Código do texto: T111060
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
existencialista
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 29 anos
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existencialista