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CAMINHO NO VAZIO

8/02/2006

Ando pela minha casa vazia
caminho sem eira nem beira
perambulo imerso na agonia
sem nenhum som ou brincadeira

Percorro os comodos silentes
As paredes mudas ao meu redor
aumentam minha solidão latente
que me acompanha pelo corredor

Nesse meu particular cemitério
sinto a ausência de minha vida
Nessa quietude de um monastério
Nesta insanidade tão desmedida

Lá fora o sol brilha e aquece
mas trago dentro de mim o frio
Que minha alma assim entorpece
nessa sensação de um puro vazio

E nasta minha alma enregelada
Que só o amor poderia aquecer
fecharam-se todas as estradas
sinto-me pouco a pouco morrer

Só o que tenho por companhia
Para me manter ainda acordado
é ainda a minha amiga poesia
que afasta a cruel hipotermia
de não ser jamais enfim amado

Jorge Linhaça
Enviado por Jorge Linhaça em 21/02/2006
Código do texto: T114423
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Jorge Linhaça
Salvador - Bahia - Brasil, 55 anos
3723 textos (711027 leituras)
95 áudios (13093 audições)
1 e-livros (277 leituras)
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