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O gole

Olhos semi-cerrados tentam mostrar ínfima vontade de viver
Mãos trêmulas tentam escrever este poema
Nervos escapam à razão
 E eu estou aqui

Sentimento sem moradia tenta morar em mim
Tudo tenta
A vontade de viver me tenta,
mas sou tentado a deixar meio-corpo fora do barco

Sou feito de alma
Sou feito de mim
Nem as lágrimas me querem
Estou sozinho

Descubro que amar, não sei
Desvendo os mistérios da vida
Viver é como estar em diferentes lugares, variações do mesmo lugar

Eu, incompleto
Você, sujeito inexistente
O que nos une?

Corrente imaginária nos unifica
A sociedade nos une à força
Fico aí e aqui ao mesmo tempo
Me sei, me olho, me acho, me escuto
Não há nada mais que (não) eu.
existencialista
Enviado por existencialista em 03/04/2006
Reeditado em 04/12/2014
Código do texto: T132868
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
existencialista
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 29 anos
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existencialista