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Brado

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Meu grito ecoa no vazio.
Há um abismo disfarçado por nuvens;
E caminho, com a confiança de um pássaro recém-nascido, Ainda cego pela luz de seu próprio nascimento,
Em direção à morte.
Propaga minha voz, para o nada, precipício;
Nem o Invisível ouve meu clamor.
Abandonada a mim mesma, sem poder ouvir minha voz
De tão absoluto silêncio que se faz.
Corta o ar, carrega a areia onde piso, até chegar ao mar
Nas ondas brutas e bravias que nada querem ver e me engolem.
Doloroso trajeto, desesperada busca de um recanto macio
Onde possa eu recostar meu tom, e descansar afinal,
De tamanha imundície que cerca o ganhar.

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Cris Vilanova
Enviado por Cris Vilanova em 21/04/2006
Código do texto: T142976
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Sobre a autora
Cris Vilanova
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 35 anos
57 textos (4226 leituras)
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Cris Vilanova