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...Não vens...

Ora chega de mansinho, ora evasivamente
Chega como e quando quer
Como lhe convém
E hoje não veio
Nem ontem
Ou antes de ontem
Não chegou, não bateu à porta, nem me surgiu da alma ao coração
Do coração aos dedos trémulos.
Não veio simplesmente
Não veio como eu quis
Quando eu quero ou me apetece.
 Mesmo com a tristeza nas veias
Com o sufoco na voz
Fico só
Sem nada que me saia dos lábios
Sem restos nas mãos
Num vazio imenso
Tão imenso quanto o infinito dos teus olhos
Sem tempo ou espaço
Sem distância ou em corrosão total
Entre meia lua me sinto
Ausente
Sem palavras
Sem a inspiração que não vem.
Joana Sousa Freitas
Enviado por Joana Sousa Freitas em 04/05/2006
Código do texto: T150184
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Sobre a autora
Joana Sousa Freitas
Portugal, 40 anos
118 textos (7239 leituras)
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Joana Sousa Freitas