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NO MEU PALÁCIO DE GELO

Canção À Dor
NO MEU PALÁCIO DE GELO

(refrão)
Tudo vejo
Tudo estou a observar
Aqui ninguém me toca
Pois é o gelo que me está a conservar

Faço coisas que ninguém nota
Escrevo livros que ninguém lê
Sou feliz à minha maneira
E ninguém me pergunta
Porquê?

Vejo os mundos do amanhã
Em que ninguém quer acreditar
Eu sorrio humildemente
Porque sei que eles se vão concretizar

Ponho no papel
Pela milésima vez
A dor de um amor que nasceu morto
Mas que me fez sonhar
E por isso ainda hoje estou à sua mercê

Dirijo-me às minhas estrelas
Meu Deus, meus mortos
Que estão vivos na alma
Juntos são o meu norte

Danço e riu
Sem parar
Pela noite fora
É à noite que eu melhor crio
Pois Ela é eterna
Ela nunca se vai embora

Sou Eterno
Sou Imortal
Invisível ao resto de tudo
Sou aço que não derrete
Vidro que não quebra
Sou o dono supremo dos meus domínios
Inconquistáveis, porque ocultos
Sou o Tal


Poema protegido pelos Direitos do Autor
Miguel Patrício Gomes
Enviado por Miguel Patrício Gomes em 13/05/2006
Código do texto: T155375

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Sobre o autor
Miguel Patrício Gomes
Portugal
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Miguel Patrício Gomes