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O PLANETA FRIO

Às pessoas que fazem da tristeza o seu deus, seu único sentido
O PLANETA FRIO

Estava sempre cheio de nuvens
Estava sempre enublado
Apagando os sorrisos de quem lá vivia
Que não podiam ir para outro lado
Porque nunca ousaram as estrelas
Porque não as podiam ver
A poesia era moribunda
Que ninguém se atrevia
Ou dava ao trabalho de ler
Sendo o amor
Desconhecido
As pessoas nasciam
E viviam ao calha
Sem qualquer sentido
Emoções
Sensações
Coisas que fazem o coração bater
Eram parte duma ciência
Que eles não conseguiam ter
Apenas conheciam
Uma infinita tristeza
Única coisa que os fazia humanos
Mas não da nossa natureza
A Esperança ali
Nasceu, viveu e morreu solteira
Não deixou sementes
E por isso jamais teve uma colheita
Que fizesse acreditar
Que o sol está sempre lá em cima
Mesmo quando
Não nos ilumina…
Era o Planeta frio
Cujos habitantes
Nunca souberam sonhar
Por isso ele morreu quase ao nascer
Astro que ninguém irá recordar

Poema protegido pelos Direitos do Autor
Miguel Patrício Gomes
Enviado por Miguel Patrício Gomes em 13/05/2006
Código do texto: T155377

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Sobre o autor
Miguel Patrício Gomes
Portugal
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Miguel Patrício Gomes