Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Poema sem Nome

Foi com horror que percebi que amava:
No seio murcho a viva brasa ardente.
Corri ao espelho, pálido e tremente,
A ver se alguma coisa em mim mudava...

No entanto o mesmo olhar de antigamente
Nas órbitas profundas ainda estava;
E o reflexo que atônito me olhava
Às sombras retornou timidamente.

Mas quem no mundo, ó deus, aceitaria
O afago desta pobre mão ossuda?
E a resposta somente a sala muda
Em torno a sussurrou por zombaria.

Eu soube, então, que só a sepultura,
No instante derradeiro que viria,
Seria doravante a companhia
De toda a minha vida só e escura.
Henrique de Castro Silva Junior
Enviado por Henrique de Castro Silva Junior em 01/06/2006
Código do texto: T167080
Classificação de conteúdo: seguro

Copyright © 2006. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Henrique de Castro Silva Junior
Paracambi - Rio de Janeiro - Brasil, 37 anos
51 textos (6439 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 18:48)
Henrique de Castro Silva Junior