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  MISERÁVEIS


Barbas sujas, emaranhadas
andrajos andantes nas calçadas,
farrapos, lixos nos lixões,
nas praças mal iluminadas,
em ruas fétidas e sombrias,
silenciar da monotonia
Velhos e decrépitos seres
impressão de culpa
incrédulas expressões,
alcoólatras, viciados
vozes monótonas,incultas
pele plúmbea, desestimulados,
mestres da dissimulação,
pedintes,sem nome
corpos insepultos
gente sem razões,
insanamente profanos
senão os senões,
enganados,enganos,
viver, que vida?
Arrebatados, agonizantes,
em vindas e idas...
delírios e inquietação,
sem rumo,caminhantes
da marginalidade,
eterna e amarga maldição,
espectros abomináveis
tombados pela terra,
restos abandonados, 
miseráveis...




Maurélio Machado
Enviado por Maurélio Machado em 08/06/2006
Código do texto: T171781
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Maurélio Machado
São Bento do Sul - Santa Catarina - Brasil
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