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Alma de peão:


Olha seu moço
Aquele velho rancho
Pau-a-pique mal coberto
Uma janela uma porta
Que, a cidade não importa.
Pois é um rancho de peão.
Onde só existe pobreza
Ante-sala da miséria
Mas o que isso interessa
É só um rancho de peão.
Pobre peão...
Pobre vida do interior
Onde o progresso não chega
Apenas, falsas promessas.
Pobre peão...
Que um dia acreditou
Que o futuro ainda lhe daria
Uma vida bem melhor
Pobre peão...
Onde ficou tua esperança
Pois hoje são tristes lembranças
Dos teus tempos de criança
Pobre peão...
Olha lá seu moço o que vê
Um rancho que parece abandonado
Mas não está, pois ali deve morar.
Com certeza, alguma alma de peão!

Volnei Rijo Braga

Pelotas: 14/06/06










Volnei Rijo Braga
Enviado por Volnei Rijo Braga em 15/06/2006
Código do texto: T175675
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Volnei Rijo Braga
Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil, 69 anos
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Volnei Rijo Braga