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Estrondo mudo

Quando se fechava
Sua alma era quase impermeável
E se doía – com certeza doía
Em silêncio se fazia
Seu pranto mudo incalável

Com tanta dor,
Um dia nasceu esta flor
Você pedia amor
Seus espamos não substituíam o valor
Do um olhar com calor...

Incalculável é o seu sofrer
Mas se derrama uma só gota de lágrima
Se lava, joga para fora o mar
Que não cessa de jorrar
Do coração em lástima


Quando se fechava
Sua alma dava mostras de sentir um mundo
Condensado na inexpressão de um olhar
Que um dia alguém ousou fitar
Para sentir o seu, apenas seu, estrondo...
Mar de Oliveira Campos
Enviado por Mar de Oliveira Campos em 22/06/2006
Código do texto: T180482
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Sobre o autor
Mar de Oliveira Campos
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Mar de Oliveira Campos