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POETA SOLIDÃO

Não há descanso melhor do que botar pra fora meus anseios, vou escrever agora, minha senhora, vou dizer disfarçadamente, que escrevo as paixões que imagino, que gostaria de ter, que já me fizeram sonhar. Paixões que ouvi dizer, sei lá onde foi nascer, mas que pretendo entender e traduzir. Quem no vazio de um pensamento , na solidão de uma ilha deserta, não imaginou um gênio da lâmpada? Meu gênio é o amor e meu pedido é ser amado, seria muito pedir um carinho? Não solto minhas lágrimas apenas por uma dor invisível, solto pela que aparento aos olhos do espelho, um solitário amador. Não queria mais, dou-me por satisfeito e de profissional já bastam os mortos. Pois é, escrevo porque me faz bem, são os versos os meus companheiros, minha poesia a amante eterna e sincera e eu sou poeta enquanto espero minha senhora chegar.
Jose Carlos Cavalcante
Enviado por Jose Carlos Cavalcante em 30/06/2006
Reeditado em 01/07/2006
Código do texto: T185362
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Sobre o autor
Jose Carlos Cavalcante
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
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Jose Carlos Cavalcante