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Desamor

É fácil perceber que já não sou mais o mais que você sempre quis.
Passam-se horas e horas vastas de chantagens de amor.
Frases repetidas que arranham seus ouvidos como um disco velho que já não toca mais.
É fácil sentir o seu não sentir, e chorar por isso às escondidas.
Ah se pudesse fazer girar aquela antiga roda-gigante dum parque que um dia foi meu.
Ah se pudesse lambuzar a boca da paixão que um dia derramou nas esquinas, no chão.
Mas não. Não posso.
Queria poder aceitar o não como um sim.
Queria poder dar muito mais do que eu tenho.
Mas tenho apenas o meu amor, nada mais.
Falta-me algo que não tenho,
Falta-me, talvez, brio na cara por dizer que ainda amo, e amo mesmo.
Falta-me algo que não tenho para dar.
Queria um sentido na vida, um rumo pra tomar de vez.
Sem olhar pra trás, sem dizer nem sequer adeus... Se eu pudesse.
Mas não. Não posso.
Um baralho marcado. Isso.
Pode-se dizer bobagens, contar vantagens, provar delícias,
Ela estará lá.
E nunca se importará de estar assim,
Marcada, fiel ao seu portador.
É fácil me acabar pelas incertezas.
É fácil viver um desamor omisso.
E muito difícil sentir na pele o que eu sinto.
Lipevasques
Enviado por Lipevasques em 18/07/2006
Código do texto: T196315
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Lipevasques
Blumenau - Santa Catarina - Brasil, 30 anos
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