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SOLIDÃO

Solidão

Querida, eu acho ....
Ouvi tu voz !
Logo em seguida
O barulho forte
Era teu corpo ao chão
Teu suspiro de morte

Gritei por socorro
Sacudi teu ombro
Toquei seu coração
Não havia vibração

Logo lágrimas escorrem
Por meu rosto
De teus lábios escorre
Um filete de sangue

Não consigo aceitar
Tão profundo é o choque
Nada a fazer penso
O jeito é entrar em ação

Pensar na remoção
Capela, flores, mistério,
Lágrimas, dores e o fim
De tantos anos juntos
De repente a música some

A dor me consome
Para as meninas uma tragédia
Para o menino um golpe duro
Para mim, perdi tudo

Depois do cemitério
Me pergunto!
O que fazer nesta casa tão vazia
Cercada de tristeza e o muro

Que nos separa é muito alto
Talvez não possa ver o outro lado
Talvez não exista mais nada
Só, sem rumo, onde, como

Só consigo ver o muro
Ah meu Deus nesta hora,
É tão difícil acreditar
Que além de tudo
Sempre tem o futuro
E a esperança de recomeçar
Talvez amanhã, talvez já agora
Logo depois de você Ter ido embora

Nada tem mais tanta importância
Dá vontade de voltar a infância
E lá ficar escondida
Até chegar a ajuda, a ambulância.

Acordo no hoje e sinto que os anos passaram
E com eles levaram a dor terrível daquele momento
Mas em mim deixaram a saudade
E um gosto triste de sempre estar só,
Este é o meu grande tormento.
Aradia Rhianon
Enviado por Aradia Rhianon em 19/07/2006
Código do texto: T197424

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Sobre a autora
Aradia Rhianon
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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