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Aprender a Ser




14/03/1987





São oito horas da manhã,
mas o relógio não acompanha o meu sentido de tempo.
São oitocentas jornadas, no meu relógio...
A era das flores foi-se na minha primavera.
E já se foram há oito mil anos...
Tão distante minha realidade se faz,
e minha pequena vida eu meço em anos-luz.
A represa das minhas emoções acabaram com a minha fauna, e ferem-me.
Esse envelhecimento precoce mumifica-me,
e eu queria apenas ser... um bicho, uma flor,
mesmo que lesma ou praga, mas apenas fluir...
Ah! Minha triste vida!
Tanta esperança fenecida, sonhos aniquilados,
vida podada, gasta...
Eu que tanto quis ser jovem
para cuidar com empatia dos meus frutos,
sinto-me idosa demais para a juventude deles.
Até quando, minha amiga, arcarei com esse fardo?
Até quando essa agonia, esse vegetar?
Aprender a ser. Recomeçar a existir.
Eu preciso.



Edilene Barroso
Enviado por Edilene Barroso em 02/08/2006
Código do texto: T207276

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Sobre a autora
Edilene Barroso
Campinas - São Paulo - Brasil, 53 anos
192 textos (21460 leituras)
12 áudios (4784 audições)
5 e-livros (337 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 13:00)
Edilene Barroso