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D U A S


       
Das virtudes e defeitos algumas sobressaem

O amor no combate ao ódio

A fartura as misérias desfazem

A tão esperada volta do filho pródigo.

Prometeu se sulicia

Às dores dilacerantes

O abutre que seu fígado comia

Em bicadas incessantes.

Caso meu é até parecido

A  revolta que me tem causado

No meio delas despercebido

Um traste num canto jogado

Orgulho ferido é dor atroz

Sentimento esvaído, pungido

Faz sentir no âmago terrível algoz

Me faz  pequeno, diminuído.

Das damas a maldita indiferênça

Faz sofre, dilacera o peito

Se não forte, possível demência

Busco embalde, possível jeito.

Se pudesse ousar um chôro

Lágrimas fariam torrente correr

Personalidade forte, firme decôro

Por elas jamais sofrer.

Pérfidas e ingratas

Tenho me dado

Não me aceitam

Sinto-me rejeitado.

A vida passa, será assim

Hoje me entrego, dou de graça

No futuro, quem sabe, o fim

Possa eu levá-las à  chalaça.

GDaun
Enviado por GDaun em 18/08/2006
Código do texto: T219039

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Sobre o autor
GDaun
Lupércio - São Paulo - Brasil, 72 anos
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