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Maldita Solidão

Solidão que me bate à porta
Pare de me perseguir, por favor!
Não quero mais te ter,
Já chega,
Ando vago, por entre amores.

Desejos se vão continuamente,
E estais sempre ao meu lado,
Não falhas nunca,
Não me largas,
Sina infame que me consome,
À todo o tempo,

Não tens dó de mim?!
Terrivel solidão!
Deixa-me,
Deixe-me em paz...

Escutais meus apelos de dor,
Lagrimas já sei que não adiantam,
Tento e não consigo alivio,
Preces são em vão,
Correr não dá,
Correr do que?
Se não posso vê-la!

Sinto só a cólera do teu sintoma maldito,
Dores no peito,
Lagrimas sem freios,
Miragens de desejos perdidos,
Alucinações desgastantes,
Que me consomem a todo estupor de minha alma,

O que me resta!
Que me sobra?

Restos de afetos
Solidão desconjurada,
Impiedosa,
Desgraçada!
Não vê meu desespero
Não te quero maldita,

Pelo amor a algum Deus,
Deixe-me,
Ame-me de uma só vez,
Ou mate-me logo...

Acabe com essa angustia que te sustenta, maldita!

Sei que não queres isto,
Rires de minha pobre alma,

Mas eis de te enganar algum dia,
Eis um dia te avassalar,
Com um amor maior que o teu,
Malditaaaaaaaaa!...
MERCUTIO
Enviado por MERCUTIO em 28/08/2006
Código do texto: T227562

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Sobre o autor
MERCUTIO
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 39 anos
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