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À Margem da Vida


À margem da vida, curvou-se o meu corpo
Joelhos grotescos, dobrados e aflitos
Sofreram no chão, insensível a dor

Em águas escuras pelo tempo maldoso
Procuraram os meus olhos por uma réstia esquecida
Tentaram encontrar-me nesse rosto cansado
Resgataram lembranças, poucas, apenas

Na superfície tranquila em que repousa a tristeza
Houve um brilho imaginário
Ou uma lágrima de luz

Eram distantes recordações
De papai e de mamãe
De poucos risos; de muitas emoções

Era manhã de primavera
Era o início de tudo
Era o princípio deste fim
Era o luto desnudo

Lágrimas embebiam ao espírito carente
Noite fria e maldita, agora crescente
Foi linda, a breve manhã, sorridente
É horrenda, a longa noite, descrente.
Juarez Florintino Dias Filho
Enviado por Juarez Florintino Dias Filho em 06/09/2006
Código do texto: T234220
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Sobre o autor
Juarez Florintino Dias Filho
São Vicente - São Paulo - Brasil, 53 anos
50 textos (1146 leituras)
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Juarez Florintino Dias Filho