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Demanda suspensa

A quem pedirás refúgio,
ó, meu coração?
De avançar, tens medo.
De recuar, tens medo.
Medir não queres,
nem ganhos,
nem perdas,
e poderás, mesmo assim,
suportar a doçura abismal
que à angélica presença
tão avassaladoramente
a ti compele?

Ah, estás inflamado...
como pode uma ausência
romper-te tanto os espaços?
Ah, estás dilacerado...
foras dilapidado ou
foras dilatado?

Que sortilégios te lancetaram,
coroando-te de chagas
tão sutilmente agudas?
São as flamas ardentes que te incham,
ou são as brumas fluídas que te inflam?

Ah, uma única mirada
transformou tua morada em ruínas...
Ah, esta pugna mais secreta,
iniciada no acolhimento
daquele primevo, diáfano olhar,
incitou uma peregrinação cristalina
onde, na demanda suspensa,
erras triste na confiança,
erras contente na desesperança...
ErlKoenigKunstler
Enviado por ErlKoenigKunstler em 08/09/2006
Código do texto: T235302

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Sobre o autor
ErlKoenigKunstler
Santo André - São Paulo - Brasil
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