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Lágrimas de Absinto

Um anjo chora verdes sofrimentos
E a cada gole miserável dessa melancolia
Jaz em peito ardente a cruel monotonia
Dos dias. Das horas. Dos sentimentos
Absinto parido das lágrimas d’um anjo
Morto. Apodrecido em miséria decadente
As brumas ecoam... num madrigal somente
E o que sobrou foi a gota verde d’um beijo...

Cada triste memória.  Momentos
E o gemer cruel dessa ventania
Morre crucificada. E sei que veria
A lápide fria dos dias agourentos
As notas mais tristes d’um alegre banjo
Frio. Quebrado a gemer tão carente
A sinfonia quebrada e demente
Dormir o que restará. Viajo

Contando as estrelas nos Firmamentos
E quando uma saudade lhe doía
A lágrima verde ele engolia
Ao som dos prantosos ventos
E tudo que lhe sobrou, somente vejo
Amor. Fadado a sumir de repente
Antes de cair de doente
Uma serenata ao som do realejo...
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 09/09/2006
Código do texto: T236451

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 32 anos
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6 áudios (1607 audições)
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Fabio Melo