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Momento íntimo de mim mesmo

Sombras de saudade,
Restos de solidão;
Em um final de tarde,
Em uma noite de verão...

O tempo que passou,
A rosa que não se abriu,
A lágrima que não rolou,
E agora, do meu rosto caiu!

Muitas manhãs de inverno,
Apenas o coração frio,
Um passo para o céu, um dedo pro inferno,
Um imenso e profundo vazio!

Sonhos intocáveis,
Somente a utopia!
Pesadelos intermináveis,
De noite e de dia.

No pensamento, a lembrança
No coração a tristeza!
A fadiga que aos poucos cansa,
E tras a incerteza!

É como ter a luz do sol,
Mas não sentir o dia...
É como iscar um anzol,
E pescar numa lagoa vazia!

É como abrir os braços,
E não ter ninguém para abraçar,
Armar o laço,
Para se inforcar!...

É como amar alguém,
Ao qual não se conhece,
Dizer o amém,
Antes que termine a prece!

Como um copo de vinho,
Minh'alma  se entorna,
Em busca de um caminho,
Antes que a vida se encha até a borda!

Brasília/DF, 14/04/2005.

*Um dos momentos mais difíceis de minha vida, onde meus sentimentos se perdiam em medo, angústia e incerteza. A dor às vezes é interminável, mas nos traz conhecimentos indispensáveis ao nosso crescimento espiritual e principalmente emocional.
Elvis Cristiano
Enviado por Elvis Cristiano em 12/09/2006
Reeditado em 26/04/2008
Código do texto: T238215
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Elvis Cristiano
Catalão - Goiás - Brasil, 36 anos
226 textos (20679 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 09:08)
Elvis Cristiano