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Absynthus

Mergulharei no poço desse teu ódio;
irei fundo e descobrirei
que segredos tão obscuros
puderam empedernir tanta luz.

Quero falar face-a-face com teu coração:
se ele sussurrar tímido,
envergonhado com o anelo do meu olhar,
compreenderei que a inocência
é um pequeno raio que se esconde
nesta floresta de marcas, de chagas
que teimosamente colecionamos
para o desassossego de dias vindouros,
e que suspiramos anátemas
com amargas lágrimas
pelas primaveras perdidas
dos celestes sonhos, agora lívidos,
de tanta tristeza infinita...


(para aqueles que mesmo com amarguras inevitáveis, não vertem o veneno da vingança nos corações alheios e, mesmo no limiar da desesperança, procuram, corajosamente, manter sua dignidade)
ErlKoenigKunstler
Enviado por ErlKoenigKunstler em 13/09/2006
Reeditado em 11/08/2007
Código do texto: T239009

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Sobre o autor
ErlKoenigKunstler
Santo André - São Paulo - Brasil
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