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O CÉU COMEU-ME OS OLHOS

A ti, a minha mais adorada borboleta, flor princesa imensa, mais profundo amor, maior Amiga:
                O CÉU COMEU-ME OS OLHOS
No momento
Que penso que te perdi
E que também
Perdi o meu Deus
Que já não sinto
E que já não sinto
Gostar de mim

O céu comeu-me os olhos

E lançou em mim
A sombra da tristeza
Porque te deixei
Escapar entre o meu mau feitio
Tu
Que vales de facto a pena

O céu comeu-me os olhos

E agora navego
Entre poemas
Que te envio
Na forma deste pequeno livro
Poemas
Que penso serem a única forma
De comunicação
De sentido único
E nem sei se merecido
Castigo
Que merece
Esta terrível
Punição?

O céu comeu-me os olhos

A luz
Que começava
A brilhar
Depois das trevas
Mas mesmo que partas
De vez
Irei tocar
Nem que seja
De forma desesperada
Mais uma vez
E eternamente
As minhas estrelas

O céu comeu-me os olhos

Porque talvez as palavras
Nunca cheguem
Ao seu real destino:
O teu âmago
Que eu tanto estimo
E eu podia estar quieto
Nem o belo
Nem a dor
Sublimar
Mas são essas palavras
Que eu
Em ti
Espero
Perpetuar
Pois estarei
Sempre ao lado
De onde me possas
Contactar
Em mim
Serás Eterna
E isso nada
Nem ninguém
Irá de mim apagar

O céu comeu-me os olhos…
Miguel Patrício Gomes
Enviado por Miguel Patrício Gomes em 15/09/2006
Código do texto: T240684

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Sobre o autor
Miguel Patrício Gomes
Portugal
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Miguel Patrício Gomes