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Fim

Foste um sublime delírio ofegante de verão,
Recamado com as pompas e galas do carnaval,
De infindas cores reluzentes que me cegaram
De ver teu olhar imaculado de modo real;

Não tão meigo e doce como pareceste,
Não tão aconchegante como me recebeste,
Não tão alegre como estivera,
Nos momentos comigo de bela primavera!

Como pudeste mudar a face que eu toquei,
Que eu beijei, e que por tantas noites sonhei,
Singela imagem que eternizei no tempo,
E que acredito hoje ter sido possível passatempo.

Não consigo, ainda, sorver seus gestos,
Refletir seus pré-conceitos de diálogos ao vento,
E de um enxergar turvo e funesto,
Descrente e árido de todo meu pensamento.

Todavia, e na ventura que me açoita então,
Saiba que de amor não sei se por ti sofri ou sofro.
E se irás perdurar em trono a ouvir meu coração.
Saiba somente que neste lapso por ti, tive adoração!
Não sintas, pois, disso, pena ou remorso,
Sintas que alguém, desejou-te muito um dia,
E por tal, preserve sua majestade e sinta só compaixão
Sentimento irmão do que senti por ti, paixão.
Rogério Guasti
Enviado por Rogério Guasti em 17/09/2006
Código do texto: T242298

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Sobre o autor
Rogério Guasti
Vitória - Espírito Santo - Brasil, 36 anos
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Rogério Guasti