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MEDO...

MEDO...

Revisão de vida...Reencontro com as chances perdidas.

O fato de acreditar nos sonhos

Fez de meu viver, uma utopia dantesca

Que alicerçou vontades, viagens

Nas ondas tão volúveis do mar da sorte.

Comecei, acreditando no amor,

E termino, aceitando que não mereço nem a morte,

Pois a incompetência é a marca de minha existência..

Incompetência na vida profissional,

Incompetente no emocional...

Sou uma piada, que se não fosse trágica,

Seria cômica...Mais até rir de mim esta difícil!

Meu sorriso se apagou,

No momento que olho ao redor,

E percebo que sou uma farsa,

Minha pseudo inteligência,

Não me ajuda a nada,

Arrogância minha...Inteligente eu?

Leio tudo que posso...E não tenho consistência,

Em nada que me vem as mãos.

Sinto que sou, nada mais que um baú de informações,

Esquecido num porão qualquer...Numa casa velha que ninguém quer.

Hoje não consigo nem chorar,

Pois as lágrimas também não me ajudam,

A lavar a vergonha de me descobrir tão pequena,

Tão perdida dentro da minha própria incompetência...

Sem alforria na verdade,

Serei sempre escrava do amor alheio.

Estou me sentindo, envolta em escuridão,

Com se meu sol interior tivesse se extinguido,

E meus passo, incertos, me levassem para um buraco...

Sem fundo, e estou solta numa queda eterna.

Até as palavras me abandonaram,

E a inspiração que me acalenta a alma,

 E faz adormecer minha dor,

Abandonou-me a minha solidão...

As linhas, por horas tão amigas,

Não fazem soltar nas formas meus medos.

Até meus desenhos desertaram, estou estéreo no criar.

Estou relegada no momento,

A uma folha em branco,

Tão vazia, quanto minhas realizações...

O silêncio é a voz de minha desesperança,

O medo, invadiu o arraial onde habitavam meus sonhos,

Seqüestrou meus sorrisos,

E aprisionou meu futuro...

Estou sufocando num pântano úmido e fétido,

Onde impera a visão da minha vida sem realizações,

Quero dormir, fugir de mim...

Não ouvir minhas cobranças,

Me envolver com o ópio dos sentidos,

Seja ele qual for...Drogar minhas emoções

Pois só assim, escaparei da realidade,

Da minha verdade...

Minha falta de habilidade em viver.



Observadora
Enviado por Observadora em 21/09/2006
Reeditado em 21/09/2006
Código do texto: T246062
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
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