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Quando as Flores Murcham

“A bush of May flowers with the bees about them;
Ah, sure no tasteful nook would be without them;
And let a lush laburnum oversweep them,
And let long grass grow round the roots to keep them
Moist, cool and green; and shade the violets,
That they may bind the moss in leafy nets.

— John Keats”

É cruel Julho, estação das elegias
A sádica gozava de tudo que sentias
Quando caem e falecem as folhas
Vidas duram o instante das bolhas

Comecemos por tu, Rosa infiel
Teus espinhos gostosos de mel
Tua beleza volta-se em pó
O frio invernal castiga sem dó

Celebrando com morto, Cravo
As máculas da tua vida eu lavo
Um caixão celebra a carne apodrecida
Da vida miserável, na carne jaz despida

O frio invernal teu coração sepulcra,
Amaranto imortal com a morte lucra
Amarela imagem que nunca pranteia

Todas as flores morrem, e devaneia
a semente de sangue, de amor e desejo
O inverno as murcha como um frio beijo
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 01/10/2006
Código do texto: T253999

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 32 anos
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Fabio Melo