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A Sombra Mortal

Um luto estremece a cada passo
Do carro funéreo a divagar sozinho
E a tomar a taça desse sacro vinho
Um néctar raro e tão devasso

Um sonho fugido a morrer de tédio
Oh sombra imoral a velar sofrendo
E um mundo imortal a ver morrendo
No mais sacro e puro sacrilégio...

Rezar na religião das imoralidades
Uma sombra a encher minha melodia
Coroando com prazer esta monotonia
Ao sabor das velhas novidades

Sombra a andar pálida a gemer
(e a cada passo que ela dá às cegas
a única coisa é o fim que tu enxergas)
Uma pálida memória a sentir e sofrer

Os ossos descarnados no negro carrilhão
Esmagados pelo peso do invernal tempo
Ao discurso inflamado do blasfemo bispo
Da morte celebrai o carnal grilhão

Mil vezes mil num duelo banal
Uma sombra triste chorando veneno
A despedir com apenas um aceno
Um último fôlego d’um velho jovial....
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 05/10/2006
Código do texto: T256575

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 32 anos
799 textos (255488 leituras)
6 áudios (1607 audições)
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Fabio Melo