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Mortos, os sonhos.

"Sonhei ouvir, sonoros sons de rutilos cristais
tinindo longe através dos vitrais, imaginarios
de minha fantasia. E, em suspiros languidos, tristonhos
compareci, ao velório triste dos meus sonhos, e vi
sepultarem-se as minhas emoções...exterminarem-se as minhas ilusoes...disseminarem-se os meus pobres ideais
e extático tristonho eu quis ficar no sonho...nao despertar...jamais!"
Poeta que canta a morte...
que lança aos rostos a sorte
em palavras de poesia
Mortos, os sonhos...que resta de nós
que lagrima, que gemido rouco emite nossa voz
para novas sementes vingarem na terra fria
trazendo alento a alma nua, vazia.
Mortos os sonhos, sepulta a vida
Morreram os sonhos, lagrimas de sangue
vertem hoje os filhos da aurora
morreram os sonhos, quedam exangues
mutilados os deuses de outrora...
...decapitados foram pela palavra afiada
pelos olhares cerrados foram encarcerados
em celas de ódio, morreram atormentados
como gado levados, as valas jogados
espalhados como cinzas na terra molhada...
nada mais brota, a semente é oca.
Canta, Poeta...os sonhos mortos
canta a morte, sem prosa, sem versos
canta a cançao da esperança tosca
que malgrado restou no coração sofrido
canta poeta...os sonhos mortos
antes que tu mesmo hajas partido.



PS.( este é um tributo aos sonhos que as guerras matam,
as vidas ceifadas...um grito em palavras mudas)
Liane Furiatti
Enviado por Liane Furiatti em 09/10/2006
Reeditado em 20/01/2009
Código do texto: T260409
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Liane Furiatti
Curitiba - Paraná - Brasil
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Liane Furiatti