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O poeta Melancólico

 Das minhas nobrezas,
 Tais estas, tiro-me do insustentável,
 Criatividade, por fim a indolência;
 Prática do ser humano,
 Maculável, suscitado;
 Céu de Urano.

 Em disciplinas, baixas, frívolas;
 Seres insolentes reinam sóbrios,
 Perante o caos me dissimulo,
 Torneio, pulo, diz do verbo polir;
 Os micróbrios, tão vivos;
 Humanos, lascivos, faz-me rir.
 
 Sois nobres, óh homens,
 Sois parvos, parcos, divisores;
 Emendam, comentam, gritam,
 E até governam, pouco mais de um quilometro,
 Vendem suas flores, de um perfume pútrido,
 Que exala, aos lúcidos, atônitos.

 Homem que mata, que vive, morto.
 Bonecos que cumprimentam-se com hesito,
 Que se ultrapassam, disfarçam, juntos,
 Se mordem tanto que ao fim se beijam,
 Linguas más, unem-se, em busca do corrupto;
 E eu vejo, de luto, inculto, Me deixam!

 De todos que me falam, sobre a postura,
 Do movimento calculista, do romance, quão límpido,
 Das fumaças, dos tiros, enfim da vida nossa,
 Das pedras, das traças, do silencio,
 Enfim que reina, na boca, na lingua, com penas,
 Enquanto isso, apenas, entramos num consenso.
Poet
Enviado por Poet em 18/10/2006
Código do texto: T267423
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Poet
Campinas - São Paulo - Brasil
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