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Canção de um Vencido

 Muitos caminhos que se cruzam,
 Que se entrelaçam e vivem,
 Muitas horas, muitos tempos,
 Tantos momentos, que aqui residem,
 Quantos deveres, tantas pelejas,
 Que vagam e por nada mais se exprimem,
 É como se andar no vão, fosse o meu sentir,
 Que vôo sem mesmo me usufruir,
 Que a liberdade é ruim, mesmo que implorando insistem.

 Que para o meu pranto me mortifique,
 E que assim fique o meu estado,
 Pois neste dia, de tristezas e desconsolos,
 Tornei-me o tolo desejado,
 Aquilo que sempre fui, e que apareças,
 Nao me entristeças de ser um paspalho,
 E que pelo amor de minha vida agora parem,
 Apaguem de mim, os estilhaços,
 De um tosco mais que grosseiro,
 Se fez ao guerreiro,
 Vitima fácil.
 
 Uma presa ingenua,
 Um tanto quanto congenita, infeliz,
 Uma coisa em desastre, fiz parte,
 De um conto motriz,
 Que se movia velozmente, apurei os crentes,
 Porem entrementes, vi o que nao quis,
 As palavras como granadas, lançadas,
 um unico alvo, o famoso patinho, vinha ate mim,
 A aberracao estranha, lutou, como criatura dócil,
 Eis ai o meu fóssil,
 Eis que haja vida o meu fim.
 
 A todos que me lutaram,
 Brandindo os punhos com suas vozes duras,
 Com  o rugido folgado de um carnivoro,
 Comestes o meu amor, matou o meu clamor que fulguras,
 Onde eu estava ninguem alcançou, nao, e que chegou,
 Me tiraram das alturas,
 Hoje morreu aquilo que era gente,
 Selaram um corpo gemente,
 Arrastem agora a criatura.

 Aqui termina uma história,
 Que começara a um ano,
 Neste calendario eu vejo as datas,
 Que ultrapassam encantos,
 Que apagam juras,
 Prazeres momentâneos,
 Que ela vá e viva alegre,
 E que eu morra a partir desta tese,
 De que jamais amarei tanto.
 
Poet
Enviado por Poet em 20/10/2006
Código do texto: T268868
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Sobre o autor
Poet
Campinas - São Paulo - Brasil
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