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Cedo e tarde

Te vi, uma vez, e tal ventura me abrasava
De sonhar-te um dia minha mulher;
Mas algo de infeliz me torturava,
Eu passar por ti sem te tocar sequer.

Ao aquecer da manhã sais cantarolando
Pelas ruas coloridas; brilham teus pingentes
Nesses olhos verdes que vão verdeando
O mar e deixando fascinada toda gente.

De quem herdaste o busto angelical?
Quem sabe não seria de uma santa,
Aquela meiga e lívida vestal
Que nas pinturas se vê sob uma manta?

Em teu caminho o sol acaba de nascer
E eu já vejo no horizonte o meu poente;
Te encontrei assim, tão de repente...
Em minhas pedras o que há de florescer?

Minha vida encerra a tristeza e o segredo
De ver que te encontrei, minha açucena,
Ainda tão cedo pra não te amar, tão cedo,
E tarde, tão tarde pra dizer – que pena!
Chaplin
Enviado por Chaplin em 27/10/2006
Código do texto: T275042
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Sobre o autor
Chaplin
Rio Grande - Rio Grande do Sul - Brasil, 71 anos
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Chaplin