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Seco é o pranto

Lágrimas não descem pela face
a dor profunda que se instala
nao permite expressar o pesar
mesmo porque a dor nao fala
emudece,
frio gélido a matar
a visivel emoçao.
Garra que aperta o peito,
entre gemidos e ais
sufoca o grito, cala toda voz
vazio na alma, estamos sós.
Palavras são inúteis, agora
nenhum gesto nos resta
sabor amargo de nunca mais.
Foram-se os bravos guerreiros,
tombaram
ceifados na luta feroz,
por eles cantem o réquiem
os dignos que ainda ficaram
sobreviventes sofridos
herois sem rosto, para nós.
Cegos tutelados nada sabem
sequer vão prantear quem se foi;
serão  as lagrimas do orvalho:
sua homenagem;
terá o silencio por despedida,
em oração.
Neste mundo, lápides mortas
de que valem tantas inscrições?
Secos os olhares, entristecidos
não há lamentos, nem gemidos
silentes os doridos corações:
mantem a espada em riste
seguem a luta guerreiros tristes
honrando quem tombou em suas missoes.
Por cada estrela tombada na terra
nos céus surge um nítido brilho
eleva pois, teus olhos de lagrimas secos
entoa com alma uma prece
pela vida que se doou pela tua
sem que ao menos soubesses: agradece!
São muitos os anjos sem rosto
velando pelo homem adormecido
são muitos guardiões que se unem
em nome do amor são ungidos.
Se teu pranto nao vertes
silencia,
ouve, emudece
ante o canto dos anjos em prece!








Liane Furiatti
Enviado por Liane Furiatti em 07/11/2006
Reeditado em 20/01/2009
Código do texto: T284707
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Liane Furiatti
Curitiba - Paraná - Brasil
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Liane Furiatti