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MALDITA

Passando pela esquina
Esconde-se de mim.
Pensa que não vejo,
Sua caminhada ligeira

Esconde-se de mim;
De forma a deixar,
Espantar-me com sua atitude subita.
Mesmo sabendo que é livre como passáro

Esconde-se na sua jaula
Para fazer-me sofrer,
Dando-me pontapés inaceitáveis de sofrimento,

Não lembras o quanto nas manhãs sabadais
TE POSSUI,
Tive como um todo penetrando o meu ser, com seus carinhos
Que fazia sofrer de novo.

Olha para traz
Veja o quanto a MALDITA,
o fez mudar, esquecer-me e fazer-me sofrer

Brigar com a Maldita  é sofrer,
pois ela é a HEROINA.

Ela conquistou o seu universo,
o seu mundo fechado e longe desta sociedade.
Sei que nesta sociedade a Maldita é recriminada,
Mas na sua sociedade ela é venerada.

Sofro, pois sei que a maldita roubou-me o teu ser.
Os meus carinhos,
Sofro ainda por não poder matar a MALDITA desta droga,
Que te deixa tresloucado.

Sofro,sofro e meu sofrimento não é maior,
Pois mesmo nas tuas ligeiras caminhadas,
Sei que esta vivo mesmo não pensando em mim.

Todavia a MALDITA é traiçoeira,
E a minha felicidade chegará somente com o tempo,
Pois somente o tempo mostrará o quanto foi,
Ingênuo,
Treslocado,
em fazer-me sofrer trocando-me pela
MALDITA.

Horestes
Enviado por Horestes em 07/11/2006
Código do texto: T284847
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Sobre o autor
Horestes
Euclides da Cunha - Bahia - Brasil
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Horestes