Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Poesias Tristes

Sinto tanto...

Sinto tanto, por tudo
Pelos meus sonhos, e infortúnios
Pelo meu ser, absurdo
Por bem te querer, inoportuno
Por não te trazer felicidades
Por não te suprir, necessidades
Por não lutar com todo ardor
Por te querer com todo amor
Por me entregar à derrota da razão
Por te ver partir para longe de mim
Por não sucumbir ao desejo, do coração
Sinto tanto, tanto, tanto ...
Pelo tempo que te fiz perder
Pelo calor da vida ausente
Pelo fato de te sentir longe
Pela causa da minha tristeza
Pelo acaso da incerteza
De não te agradar plenamente
De não poder ir contigo
De se dar tudo por perdido
E ter que afogar-me
Na solidão de uma lágrima
Por desculpar minhas ansiedades
Por sempre querer estar contigo
Por não te dar a tua liberdade
Da minha total insegurança
Do meu insensato ser
Da tua falta e da distância
Da minha falta de firmeza
Da minha derrota do acaso
Da minha vida...



Dores e suspiros

Dor aguda, suspiro profundo
Dor severa, suspiro premido
Ai, que dor absurda, cá no meu peito
Que não passa não tem jeito
A! que dor, que bramira
Gritara no fundo d’alma
Severa dor, prurida fala
Severidade constante, que aflige
Que oprime o inconstante
Que amarga à boca ardente
Que ofega, suspiro ausente
Que navega num julho pungente
Afogando o ser da mente
Que domina a visão carente
Que fere e deixa cicatrizes
Doendo, doendo, doendo
Num breve suspiro




Flor, Flores, Minha Flor...

Não quero falar das flores
Como outros já falaram
Uma flor representa amores
Com letras que já se usaram

Quando contemplo uma flor
Lembro-me logo de você
Que não te quero perder
Deixando-me em profunda dor

A aparência das rosas
Lembra o teu olhar
No corpo, curvas formosas...
Não me canso de admirar

Quero ver-te todo dia
Como num belo jardim
Tua beleza me acedia
Então, vem pra mim!

Outro dia me falaste
Da rosa que te dei
Que triste quando disseste
 “Nem com isso te amarei”

Não adianta querer regar
Esse louco, insensato amor!
Só me resta apenas cheirar
Aquela linda tão bela flor...




Não me deves pedir perdão
Pois não fizestes nada de errado
Mas o errado foi meu pobre coração
Por sempre te querer e ter amado
Fiquei muito contrito, atribulado,
Quando recusaste o meu presente
E muito decepcionado, entristecido,
Mas comigo mesmo, somente...
É como te falei, no meu sentimento,
Amar-te já virou parte do meu viver
Com isto não quero causar-te sofrimento
Mas por favor, faça-me entender...
Entender se tenho motivos para aguardar
O teu amor sincero para sempre
De que um dia possas eternizar
O teu amor, que hora é ausente?
Fiquei feliz quando me deste
Um beijo na forma dum chocolate
Queria crer e ver em verdade
Que minha carta mexeu mesmo com você
Pois comigo mexeu realmente, este beijo,
Até agora sinto na boca um desejo
Mas quando poderei beijar-te de verdade
Demonstrando o meu amor com liberdade?
Acho que errei também numa coisa:
Que minha carta não é de despedida,
Mas de um belo começo de vida,
Vida de nós dois, minha querida...
Até entendo que não aceitaste
Meu presente naquele momento
Aceite-o agora, para parar meu tormento,
Livrando-me da dúvida da qual tanto lamento
Não quero iludir-me mais
Ter certezas é o que me apraz
Ver que me gostas muito me faz
Viver agora em terna paz
Contigo mesma, meu amor...
Paulo Poeta
Enviado por Paulo Poeta em 16/11/2006
Código do texto: T293093
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Paulo Poeta
Goiana - Pernambuco - Brasil, 38 anos
73 textos (2821 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 06:42)
Paulo Poeta