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É Triste O Meu Recanto...

Não existo em lugar amado
Não insisto em lugar amável
Sou lira quebrada ali
Sou lira jogada ali

Ali onde sou lira jogada
Recorro ao sofrer de tudo
Corro do sofrer de tudo
Caio sofrendo tudo

Faço ali no recanto meu
Recanto que é cova minha
Recanto que é a rotina minha
Uma missa para todo meu adeus

Sereno mudo para as trevas
As trevas que me revelam
Como pequena peça
Do grande jogo das quebras

Quebrado em meu recanto
Somente abro meu canto
Para saudar-me em pranto
De gotas ácidas em jogo

Os dados lanço na mesa
Que disposta com destreza
Em canto do meu recanto
Demonstra que sou um insano

Loucura no recanto
Faz-me quebrar os vis encantos
Do pensar que sou algo feliz
Diante de todo meu escombro

Vagando nas noites infinitas
Seguro nas mãos
Da Deusa Solidão
E parto para distante mansão

A mansão é o recanto meu
O recanto cova meu
A cova recanto meu
Onde sou fel do meu Eu

Eu me quero sem ser Eu
No recanto onde digo-me adeus
E acabo encontrando a um Deus
Que é o Deus Do Meu Adeus

Digo adeus ao meu Eu
Digo olá ao meu recanto
Me afundo em meu triste recanto
Me encolho em minha triste cova

E não ouso mais olhar para nenhuma aurora
Inominável Ser
Enviado por Inominável Ser em 20/11/2006
Código do texto: T296133

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Sobre o autor
Inominável Ser
São João de Meriti - Rio de Janeiro - Brasil, 40 anos
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