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Em busca de quê?

Como se nada me pertencesse,
Como se inda que meu caminho fosse feito o destino não estaria lá,
E por mais que buscasse me perdesse,
Em fictícios caminhos paradoxais que ainda hão de se findar...

Fincar em numa realidade não moldada pela sua mente,
Onde espaços já estão preenchidos por donos tiranos.
É inconseqüente e ofensiva sua busca veemente,
E muito mais agressiva é a vitória do errante após anos.

E fico assim imutável de coração apertado,
Desgraçado e bastardo,
Três vezes condenado degolado, decepado e decapitado,
Mesmo assim a morte não me conforta, pois no inferno inda não terei me achado.

Triste é a solidão oferecida por aqueles que te cercam,
Punhalada no peito é caricia a três dedos,
É beijo sanguessuga daquelas que pseudo lhe amam
E de utópicos amigos que se divertem com teu realejo.

Mas acalma-te!!!
Há de findar onde é teu por direito,
Onde teu etéreo há de amargar-te,
Pois encontrar-te-á no beco do desespero.


Gustavo Fernandes
Enviado por Gustavo Fernandes em 12/10/2005
Código do texto: T59079
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Sobre o autor
Gustavo Fernandes
Olinda - Pernambuco - Brasil, 34 anos
55 textos (2018 leituras)
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Gustavo Fernandes