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Cidade Temperamental

Domingo de manhã.
Nem o sol ainda boceja.
O nevoeiro que é uma coberta
Não acorda o chilrear das aves
Que ficou no ninho
Mais quente que na beira do telhado

Eu tento hoje como tentarei amanhã
Não esperar que alguém me veja,
Não trazer à rua a lembrança desperta
Andar com os olhos ao encontro das árvores
Ficar sozinho
Como alguém  do rebanho tresmalhado.

Dorido de manhã.
Nem um véu que me proteja.
O primeiro que me der a mão aberta
Sofrerá meus dedos em mármores
Sentirá meu coração de pinho
Que nunca foi de ninguém como agora está abandonado.
Gilberto Cardoso
Enviado por Gilberto Cardoso em 01/09/2007
Reeditado em 05/09/2007
Código do texto: T633399

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Sobre o autor
Gilberto Cardoso
Portugal, 48 anos
91 textos (2874 leituras)
1 e-livros (54 leituras)
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Gilberto Cardoso