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Petrificada...

As mãos que me seguravam, soltei.
Não eram firmes...eram virtuais.
Os lábios que me deram, beijei,
mas, não eram meus, eram  irreais.
Os braços que me abraçaram
não tinham amor, eram desleais.
A boca que me falou e prometeu coisas...
diz qualquer coisa pra qualquer uma.
O peito onde me deitei...
com qualquer uma se acostuma.

Ilusão humana que distribui sonhos,
que de poesia vazia, qualquer vida perfuma.
Na minha rua eu ando à pé...
observo a lua e mil direções
e sigo sozinha como a maré,
Cheia, vazia, vazante...ou como "dé".
Sou pedra, sem "ele", sem "ela"...
desacreditada, desacreditando...
sem fada, sem luz , sem porta nem janela.











TRANSPARêNCIA
Enviado por TRANSPARêNCIA em 08/09/2007
Reeditado em 16/05/2011
Código do texto: T643378

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Sobre a autora
TRANSPARêNCIA
Campinas - São Paulo - Brasil
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