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Pó dos Anjos

Meus sonhos vêm e vão
Num turbilhão de dialetos e movimentos
Eles continuam invadindo minha mente

Acordo e já não sei onde me encontro
Minhas noites levam-me a mundos estranhos,
Terras onde rios engolem mares

Minha bílis é a primeira companhia
Nesta manhã de bizarra luminosidade
Com meu sangue cristalizado nas narinas

Um giro ao redor e o vácuo preenche meus olhos
Fazendo-me lembrar que sua ausência anula meus passos
Fazendo-me tropeçar nos escombros de sucessivos fracassos

Estou descendo, descendo, descendo...
Descendo até onde você não pode chegar
Num sufocante abraço de náuseas

Pois a queda sempre foi meu alvo
Voando ao som de um grito destemido
Voando nas asas de um temor escondido

Meus amargos licores carregam demônios
Anestesiado, habito seus domínios medonhos
Sem compaixão, sem destino, sem coração!

Estou descendo, caindo sem direção
Noutros tempos, lembro-me de uma ótima sensação
Mas agora sei apenas não haver mais asas para minha salvação
Isaque
Enviado por Isaque em 09/09/2007
Código do texto: T645064
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Isaque
Presidente Dutra - Maranhão - Brasil, 40 anos
74 textos (2372 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/08/17 14:41)
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