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Parasita

Verme, as tuas carnívoras elegias
Vão devorar as veias, intestinos
Vão em vão decompor meus pequeninos
Sonhos de bom menino co’as orgias.

Sinto um asco, delírios, alergias
Sinto nojo desse homem, dos teus hinos
De louvor, com horror em tons tão finos
E a podridão com seus fiéis vigias.

Sinto meu osso da cabeça
Esfacelar ao toque do coveiro
Perder o viço imundo, compadeça

Irmão, da minha dor pós-sepultura
Pois no mundo não há nenhum dinheiro
Que irá devolver minha ossatura!
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 09/09/2007
Código do texto: T645674

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 33 anos
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6 áudios (1647 audições)
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Fabio Melo