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Teatro da Solidão

Vivo a pensar nos atores da Ilusão:
Quantos deles não se desfazem nos
Meus sonhos cansados?

Não sei; tendo a pensar em coisas vãs
Vãs no sentido de não existir, de não
Importar
Nunca
Mais.

Sigo caminhos tétricos, carrego correntes
Mas que correntes?
Será que sinto...

Brinco de ser palhaço, confesso
Que ás vezes me divirto na solidão
E revejo os corpos mortos de meus
Melhores amigos enterrados no tempo.
Pois minha memória é a maior lápide
Com um epitáfio em branco...

E agora sinto o choro das crianças
Que nascem nos abortos da vida.
Sinto os cristos nascendo nas capelas
Onde se multiplicam as infelicidades
E se reduzem dignidades
Perfumes
Cinzas.

Apenas quero terminar minha peça e descansar para sempre!
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 16/09/2007
Código do texto: T654453

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 33 anos
799 textos (270566 leituras)
6 áudios (1651 audições)
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Fabio Melo