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Anjo decomposto

O pálido cadáver dorme em paz
E os sinos gemem pela alma finada
A carne já comida de rapaz
Com pregos vigorosos, condenada.

Sem asas, penas, luz ou salvação
Nenhuma gentileza, nenhum pranto
Sob seu epitáfio uma oração
Que me causou agora um grande espanto:

“Que Deus nenhum tivesse piedade
talvez aprenderia-te a ser humano
Sem esperar alegre a caridade

Que é a moeda corrente do decano
Trocada por moedas-falsidade
Para perpetuar divino engano.”
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 25/09/2007
Código do texto: T667150

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 33 anos
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Fabio Melo