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Lapidário

Frias camas, funerais vão escrevendo
Com sangue envelhecido as tuas memórias
De tudo que se foi, todas as glórias
De tudo que se esvai assim morrendo.

Gotas de chuva aumentam as tragédias
Talvez querendo um pouco de conforto
Mas agora adormecido o corpo morto
Que vê,  imobilizado, passar os dias.

Talvez devesse eu ter um epitafio
Gravado em ouro branco, requintado
Que sirva ao artesão meu desafio

Eterno de lembrar o vaso novo
Mas ao lembrar de mim um calafrio
Percorre ao pressentir o velho corvo.
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 27/09/2007
Código do texto: T670232

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 33 anos
799 textos (270583 leituras)
6 áudios (1651 audições)
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Fabio Melo